Letícia Genesini
17 de de 2017

Tecnicamente ‘cosmético natural’ e mesmo ‘cosmético orgânico’ não existem. Isto é, a ANVISA não reconhece os termos e não tem nenhuma normatização, e por isso mesmo muita marca usa o termo a torto e a direito. Por isso mesmo tem que tomar muito cuidado com o que se lê em rótulo por aí. O que fazer então?

O que temos são selos de órgãos internacionais e nacionais sérios que possuem uma avaliação criteriosa. Os mais conhecidos deles são o IBD (Brasil) e a EcoCert (França), que entre os dois possuem sutis diferenças. Para ambos, para ser “natural” o produto precisa conter no mínimo 95% de ingredientes naturais e 5% (do total) de ingredientes orgânicos. Para a EcoCert, o produto precisa ainda que 50% dos ingredientes naturais sejam orgânicos. Além disso, essas certificadoras tem uma lista de ingredientes proibidos, por serem nocivos à saúde e ao meio ambiente.

Para ser chamado também de orgânico por essas certificadoras, dentre os ingredientes naturais (para o IBD) ou vegetais (para EcoCert) do produto, no mínimo 95% deles tem de ser de produção certificada orgânica.

A EcoCert possui um único selo para ambas categorias, enquanto a IBD possui um sele para cosméticos naturais, e outro para cosméticos orgânicos. Nenhum desses selos são veganos, mas ambos proíbem os testes em animais.

Vale pontuar que, há outros selos certificadores no mercado, e alguns ainda mais exigentes, estes são, porém, os mais presentes no Brasil. E também há hoje empresas sérias que fazem cosméticos quase que caseiros, mas por ser uma produção altamente artesanal não tem reconhecimento da ANVISA ou desses órgãos. Ou seja, nenhum selo substitui seu conhecimento do produto, mas para quem está totalmente de fora da discussão já é um começo importante.

Gostou do assunto?  Veja mais sobre cosméticos naturais na nossa aba Slow Beauty.

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