Comida

Comendo e Bebendo no Festival O Gosto Como Experiência

Festival O Gosto Como Experiência 2016
Letícia Genesini
11 de novembro de 2016

Uma coisa não há dúvidas, durante o festival O Gosto Como Experiência comeu-se e bebeu-se muito bem. Muitos dos responsáveis por isso já deixaram sua marca no site, e outros já tão com artigo marcado para sair, mas antes que a barca parta, vamos dar crédito a quem (muito) merece!

OS VINHOS

photo-1473229903343-d7903343f6c0Os vinhos foram uma das personagens principais do festival, e para isso contamos com apoiadores incríveis. Contamos com duas importadoras que neste mundo de industrializados resolveu trabalhar no que acredita: vinhos naturais, de agricultura orgânica e biodinâmica, com menor intervenção dos vinhateiros. Elas foram a Piovino que traz para São Paulo o melhor dos naturebas italianos, e a Garrafa Livre, que faz a ponte entre nós e os vinhos naturais franceses.

Além disso, tivemos o apoio, claro da Enoteca Saint Vinsaint, a meca dos vinhos naturebas em Sampa — que aliás possui na carta vinho de ambas importadoras. Ah, e vale lembrar que a Enoteca também marcou presença com seus jantares maravilhosos, mostrando que comer bem depende de uma chefe talentosa, como a Lis Cereja, mas começa na origem, na terra com ingredientes orgânicos, de pequeno produtor.

OS CHÁS

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Para amantes do chá, a loja dispensa apresentações, mas é sempre bom dar o devido crédito a quem merece. Aberta há 18 anos pela pioneira Carla Saueressig, A Loja do Chá foi a primeira loja em São Paulo a vender chás especiais. Ela já tinha chá branco, antes de atrizes falarem na TV que usavam para emagrecer; trazia os melhores Chais antes da novela fazer a cabeça das pessoas sobre gostos indianos. Entra e sai moda, uma coisa que não muda: a busca da Carla pelo sabor do chá — o que aliás é o mais importante aquém a todas essas manias e nutricionismos.

São hoje cerca de 200 chás para encantar todos os gostos. Seria mais fácil ser uma loja especializada em 20 tipos? Seria, mas Carla não parece estar tão preocupada com o fácil, afinal ela se propôs a importar chás especiais que vem da Europa, e só quem trabalha com importação de alimentos sabe o trabalho, custo e aporrinhação que isso significa.

E quem participou da Rota do Chá: Estação Liberdade, conheceu os blends artesanais da Naplee, uma nova marca que já nos conquistou. Eles não estão em lojas ou casas de chás, mas sim chegam até você com uma nova proposta, uma assinatura de chás: cada mês chega na sua casa uma caixinha com 2 blends especiais e uma supressa, tudo escolhido e preparado a dedo pela fada do chá, Nata Manchon.

AS CEREJAS DO BOLO

O premiado Caffè-Lime - uma mistura exótica de café brasileiro com raspas de suco do limão-taiti e, pra finalizar, um pouco de chantili de cachaça.

O premiado Caffè-Lime – uma mistura exótica de café brasileiro com raspas de suco do limão-taiti e, pra finalizar, um pouco de chantili de cachaça.

O festival começou com uma recepção aos apoiadores e à imprensa, em que pedimos um mimo muito especial — Kombuchas da Companhia dos Fermentados. Para quem não conhece Kombuchas é um chá fermentado, logo a bebida ideal para iniciar um festival que se põe a unir o chá e o vinho. Se você ainda não experimentou essa bebida probiótica, vale a pena fazer um pedido no site da Cia, o difícil vai ser comprar só isso — como o nome diz, a marca é especializada em produtos fermentados e traz uma grande variedade deles. E mais importante, além da seleção de sabores deliciosos, é uma daquelas marcas que te dá brilho nos olhos de conhecer os ideais (aliás, já falamos deles aqui).

Presente na recepção e no fechamento do festival estava os deliciosos sorvetes artesanais da Gelato Boutique. A  chef gelatière Marcia Garbin, formou-se em Paris e desenvolveu a maior parte de sua carreira na Itália, combinando as duas escolas para fazer criações únicas. “Nossos gelatos reúnem ingredientes especiais, 100% naturais e muitas vezes inesperados. (…)Quando criamos um novo sabor, começamos praticamente com uma narrativa. O que ele tem de diferente? Como podemos elevá-lo a um nível mais alto? Nós precisamos deste sabor? Ele nos desafia? Nossas criações têm alma e vêm do coração”, conta.

Toda essa criatividade também fez aflorar uma parceria — com a Loja do Chá. O resultado inicialmente foram sabores desenvolvidos a partir de alguns chás da Loja, e durante o festival o público ganha mais um deleite que veio para ficar: a carta A Loja do Chá, na Gelato Boutique

No Wine&Tea, o evento principal e inaugural do festival, o jantar ficou a cargo da Aya Cuisine, projeto idealizado pela Chef Flavia Spielkamp. Além de sabores maravilhosos, o Aya propõe uma cozinha autêntica com ingredientes de verdade, e receitas autorais que valorizam os alimentos orgânicos, como conta. Tudo começou em 2010 quando a Chef decidiu abrir as portas da própria casa para realizar jantares com vagas limitadas em uma mesa comunitária e sem hora para terminar, mas não levou muito até que suas criações ficassem conhecidas. Hoje ela atende eventos particulares, corporativos, presta consultoria para restaurantes e ministra aulas, além de continuar com os jantares.

A MIS-EN-PLACE

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Lobrobô é o nome popular da Ora-Pro-Nobis. Isso, somado ao jardim paradisíaco, já tornaria o local perfeito para o evento inaugural do nosso festival, Designers do Gosto: Wine&Tea, mas o local ainda é mais especial. Ele é um restaurante secreto, muito porque, o espaço não é de fato um restaurante, mas uma casa.

Os anfitriões, estudaram na Escola Wilma Kövesi de Cozinha, e como são apaixonados por casa cheia e boa companhia, resolveram abrir a porta para convidados e assim treinar seus dotes culinários. “Funcionamos assim: ao reservar o seu encontro conosco, nós o receberemos em casa, reuniremos cerca de 8 a 12 pessoas por vez, pouco mais ou menos que isso, e elaboraremos um menu completo por evento onde você poderá escolher dentre as opções disponíveis uma entrada, o prato principal, guarnição e sobremesa do seu interesse; às vezes vamos de menu degustação. Não tem conta, apenas uma doação para o anfitrião, que serve reembolso dos gastos com a sua refeição, pois não somos um restaurante convencional, nem um bufet. Não funcionamos como negócio propriamente dito”, conta Wagner Fontoura.

O Lobrobô fica no City Butantã, um oásis arborizado na nossa cidade. Entre o cenário, a comida e a simpatia dos anfitriões, é para se apaixonar.

Neste evento os pratos foram servidos nas cerâmicas do Atelier Muriqui. O trabalho artesanal se traduz em formas inspiradas na nossa cultura brasileira, combinando traços regionais com inspirações contemporâneas. “Nosso trabalho busca constantemente sensibilizar o olhar e os sentidos do usuário, através da interação com a cerâmica. Cada peça Muriqui é única: nossa produção é artesanal, do começo ao fim do ciclo”, contam — um espetáculo à parte de encher os olhos.